
Por que os aquecedores de banheiro acabam quebrando (e como evitar isso)
Sejamos honestos: os banheiros são um verdadeiro pesadelo para os dispositivos eletrônicos. Num minuto, está escaldante de frio; no minuto seguinte, o ambiente fica repleto de vapor. A maioria dos aquecedores infravermelhos não falha porque o elemento de aquecimento é “barato”. Geralmente, o problema está na vedação. Há uma pequena fenda onde o vidro de quartzo encontra as extremidades metálicas do dispositivo, e essa é a causa principal dos problemas. Assim que um pouco de umidade consegue penetrar nessa fenda e atingir o fio de tungstênio ou o gás halogênio… pronto, o aquecedor está destruído.
Quebrando os aquecedores de propósito
Para evitar que isso aconteça em sua casa, tentamos primeiro quebrar os aquecedores em laboratório. Usamos um método chamado “envelhecimento por calor úmido”. Parece algo sofisticado, mas na verdade consiste em colocar vários aquecedores em uma câmera com alta umidade e temperaturas extremas. Assim, simulamos anos de uso intensivo em apenas algumas centenas de horas. O objetivo é simples: se houver alguma falha microscópica, queremos que ela seja detectada agora, em nosso laboratório, em vez de seis meses depois, no teto da casa do cliente.
A luta contra a umidade
Esses aquecedores dependem de vácuo ou de gás halogênio para funcionar. Se a vedação não for hermética, o vapor d’água entra e destrói tudo. Usamos tipos especiais de quartzo que conseguem suportar as mudanças bruscas de temperatura sem rachar. Mas a verdadeira batalha acontece nos pontos de conexão. É aí que os aquecedores geralmente quebram. Ao submeter esses pontos de conexão a condições úmidas, podemos garantir que eles resistam mesmo quando a umidade atinge 90%.
Uma realidade rápida
Bem, a verdade é que nenhuma vedação dura para sempre. Nossos testes eliminam os produtos defeituosos, mas a duração real do aquecedor depende muito de onde ele será instalado. Se você os instalar em um ambiente sem ventilação, o vapor retido vai danificar o invólucro externo e os terminais elétricos. Construímos equipamentos resistentes, mas ainda é necessário ter uma boa ventilação para manter os componentes eletrônicos secos. O ambiente sempre tem a última palavra.